Maceió é a quarta pior capital para se viver no Brasil, aponta estudo

Números consideram todos os indicadores sociais. Cidade subiu uma posição em relação a último levantamento

Um levantamento denominado “Desafios da Gestão Municipal de 2021” divulgado pela empresa de consultoria Macroplan analisou as 100 maiores cidades do país e coloca Maceió como uma das piores para se morar.

A capital de Alagoas é a última na região Nordeste e a vigésima terceira do país. Estando a frente somente de 3 capitais da região Norte do Brasil ( Porto Velho, Belém e Macapá).

Entre as 100 cidades analisadas, Maceió aparece na posição 90. O estudo que faz o levantamento de áreas estratégicas e aponta os desafios a serem enfrentados pelos gestores municipais, mostra que o novo prefeito – JHC – terá muito trabalho para resolver problemas históricos que atrapalham a vida dos moradores de Maceió.

Números

Maceió está na 90ª melhor posição entre os 100 maiores municípios do Brasil no ranking do Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM). O município ganhou 4 posições na década e ganhou 1 posição na comparação com o último ano. Entre as quatro áreas analisadas, Maceió teve sua melhor posição em Segurança: 78ª posição. A posição nas outras áreas foi: 80ª em Saneamento e Sustentabilidade, 90ª em Saúde e 92ª em Educação. Na última década, a cidade melhorou sua posição no ranking em 2 áreas, e perdeu posições em 2 áreas: Educação (+7 posições); Saúde (-6 posições); Segurança (+20 posições); e Saneamento e Sustentabilidade (-11 posições)

Educação

Maceió alcançou 5,3 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental I na rede pública em 2019, nota menor que a média dos 100 maiores municípios do país analisados. Está na 77ª melhor posição entre eles nesse último ano. Em 2009, ocupava a 92ª melhor posição com uma nota menor que a média dos 100 municípios. O indicador cresceu 1,7 pontos entre 2009 e 2019. Essa foi a 8ª melhor variação entre os 100 municípios no período. Tal resultado decorreu do crescimento de 11,6 p.p. da taxa de aprovação e do crescimento de 1,3 pontos na nota média dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O número de alunos matriculados no Ensino Fundamental I da rede pública no município caiu de 55.885 para 35.001 entre 2009 e 2019.

Maceió alcançou 4,2 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental II na rede pública em 2019, nota menor que a média dos 100 maiores municípios do país analisados. Está na 75ª melhor posição entre eles nesse último ano. Em 2009, ocupava a 99ª melhor posição com uma nota menor que a média dos 100 municípios. O indicador cresceu 1,6 pontos entre 2009 e 2019. Essa foi a 4ª melhor variação entre os 100 municípios no período. Tal resultado decorreu do crescimento de 25,9 p.p. da taxa de aprovação e do crescimento de 0,6 pontos na nota média dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O número de alunos matriculados no Ensino Fundamental II da rede pública no município caiu de 58.119 para 32.225 entre 2009 e 2019.

A estimativa de atendimento das crianças de 0 a 3 anos em creches em Maceió em 2019 foi de 16,8%, menor que a média dos 100 maiores municípios do país. O município tinha a 80ª melhor posição no indicador nesse conjunto de municípios em 2019. Havia 1.098 crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches em 2009. Em 2019, o número de matrículas foi para 2.978. Essa variação correspondeu a 171,2% de crescimento das matrículas entre 2009 e 2019.
A estimativa de atendimento das crianças de 4 a 5 anos em pré escolas em Maceió em 2019 foi de 67,8%, menor que a média dos 100 maiores municípios do país. O município tinha a 97ª melhor posição no indicador nesse conjunto de municípios em 2019. Havia 6.679 crianças de 4 a 5 anos matriculadas em pré escolas em 2009. Em 2019, o número de matrículas foi para 6.177. Essa variação correspondeu a 7,5% de queda das matrículas entre 2009 e 2019.

Saneamento

Estima-se que 99,3% da população de Maceió tenha sido atendida por serviço de coleta de resíduos domiciliares em 2019, percentual maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil analisados nesse ano. Esse resultado colocou a cidade na 51ª melhor cobertura entre as analisadas. O município ocupava a 30ª posição em 2009, com uma taxa de cobertura igual a 99,9%.

Maceió alcançou 89,6% da população atendida por serviço de abastecimento de água em 2019. Esse percentual foi menor que a média dos 100 maiores municípios do país. O município apresentou o 77º melhor atendimento entre as cidades analisadas nesse último ano. A população atendida com abastecimento de água era igual a 766.282, em 2009, e foi para 913.127 residentes, em 2019. Estima-se que o número de residentes não atendidos por abastecimento de água tenha chegado a 105.821 nesse ano.

Maceió alcançou 43,0% da população atendida por serviço de coleta de esgoto em 2019. Esse percentual foi menor que a média dos 100 maiores municípios do país. O município teve o 79º melhor atendimento entre as cidades analisadas nesse último ano. A população atendida com coleta de esgoto era igual a 295.328, em 2009, e foi para 438.512 residentes, em 2019. Estima-se que o número de residentes não atendidos por coleta de esgoto tenha chegado a 580.436 nesse ano.

Estima-se que 39,7% do esgoto gerado em Maceió em 2019 tenha sido tratado. Esse índice foi menor que o índice médio de tratamento de esgoto nas 100 maiores cidades do país. Naquele ano, o município apresentou o 67º melhor índice entre os municípios considerados. Em 2009, o índice de tratamento foi de 51,2% e o município ocupou a 24ª melhor posição entre os 100 municípios. O volume de esgoto tratado na cidade passou de 10.886 para 13.183 mil m3/ano entre 2009 e 2019. Já o volume de esgoto não tratado em 2019 foi estimado em 33.505 mil m3/ano.

Maceió apresentou 51,2% de perdas no processo de distribuição de água em 2019. Nesse ano, o volume distribuído foi estimado em 33351,2 mil m3. Já o volume de água perdida foi de 34975,6 mil m3. O município possuía a 73ª melhor posição no índice de perdas entre as 100 maiores cidade do Brasil em 2019. Em 2009, sua posição entre esses 100 municípios era melhor que a do último ano analisado. No primeiro ano, o índice de perdas na distribuição de água correspondeu a 67,7%; já o volume produzido foi igual a 21256,3 mil m3/ano; e o perdido era de 44587,0 mil m3/ano.

Saúde

A taxa de mortalidade infantil em Maceió foi igual a 14,2 por mil nascidos vivos em 2019, maior que a média dos 100 maiores municípios do país. Essa foi a 80ª menor taxa de mortalidade infantil nesse último ano. Entre 2009 e 2019, a taxa de mortalidade caiu 13,9% no município. Essa variação foi a 50ª melhor entre os 100 municípios. Foram registrados 257 óbitos infantis em 2009. Em 2019, o número foi para 207. A variação no período foi de -19,5%, a 41ª melhor entre os 100 municípios. O maior número de mortes infantis no município ocorreu na fase neonatal precoce. Foram registradas 113 mortes nessa fase, o que representa 54,6% das mortes infantis nesse ano. Estima-se que 81,4% das mortes nessa fase tenham ocorrido por causas evitáveis.

A proporção de bebês cujas mães fizeram sete ou mais consultas pré-natal foi igual a 57,2% em Maceió em 2019. Essa proporção é menor que a média dos 100 maiores municípios do país nesse ano, situando a cidade na 91ª melhor posição. O indicador de atendimento pré-natal melhorou no município entre 2009 e 2019. Em 2009, Maceió ocupava a 72ª posição, com uma proporção de 53,2% nascidos vivos com mais de sete consultas pré-natal. A variação do indicador no município entre os anos analisados é a 60ª melhor entre os 100 municípios. O número de nascidos vivos saiu de 15.590 e foi para 14.556. Já o número de nascidos vivos com sete ou mais consultas era de 8.294 e chegou a 8.326. Por fim, nota-se uma relação positiva entre escolaridade da mãe e proporção de nascidos vivos com sete ou mais consultas. Em média, no município, as mães com 12 anos ou mais anos de estudo apresentam uma proporção de 31,6 p.p. superior a das mães que completaram até três anos de estudo.

A taxa de cobertura da população por equipes de atenção básica em Maceió alcançou 44,7% em 2018, taxa menor que a média dos 100 maiores municípios do Brasil. O município apresentou a 79ª melhor cobertura nesse ano. Em 2008, Maceió apresentava uma taxa de cobertura de 38,5%, 6,2 p.p. inferior à alcançada em 2018. Maceió ocupava a 69ª posição no ranking de municípios no primeiro ano analisado. Estima-se que sua população tenha variado de 896.965 pessoas em 2008 para 1.029.129 em 2018. Já a população coberta pela atenção básica variou de 345.150 para 460.320 no mesmo período.

Foram registradas 1.595 mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em Maceió em 2019. Essa quantidade resultou em 325,8 óbitos por 100 mil habitantes entre 30 e 69 anos, taxa maior que a média dos 100 maiores municípios do país nesse ano. A cidade tinha a 66ª menor taxa de mortalidade por DCNT entre os 100 municípios. A taxa de óbitos por DCNT em 2019 foi menor que a registrada em 2009. A variação foi de -3,1% no período. As causas prevalentes de morte no grupo de DCNT decorreram de doenças cardiológicas em 2019. Foram 845 mortes por essa causa nesse ano, o que representou 53,0% do total de mortes por DCNT.

Segurança

A taxa de homicídios em Maceió variou de 86,5 para 35,5 por 100 mil habitantes entre 2009 e 2019. Nesse último ano, a cidade apresentou uma taxa maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil, ocupando a 80ª melhor posição no ranking. O número de homicídios em Maceió passou de 810, em 2009, para 362, em 2019, uma variação de -55,3% no período. As maiores vítimas de homicídios no município são homens, 92,0% em 2019, negros ou pardos, 97,2%, e jovens, 66,3%. Ademais, estima-se que 76,8% dos homicídios no município nesse mesmo ano tenha envolvido o uso de arma de fogo.

A taxa de óbitos no trânsito alcançou 10,4 por 100 mil habitantes em Maceió em 2019. Nesse ano, o município apresentou uma taxa maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil. Essa taxa situou Maceió na 42ª melhor posição entre os 100 maiores municípios em 2019. A taxa de óbitos variou -41,9% entre 2009 e 2019. É uma variação melhor que a variação média dos 100 municípios analisados (-38,4%). Foram registrados 106 óbitos no trânsito na cidade em 2019, número menor que os registrados em 2009. A maior parte dos óbitos no trânsito no município envolveu ocupantes de outros meios de transporte: 54 óbitos, o que representa 50,9% do total de vítimas no trânsito em 2019.

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