Braskem volta com operações de cloro e soda em Maceió já nos próximos dias

Sal será importado do Chile. Empresa visa informar ao mercado a volta da operação assim que o negócio estiver totalmente acertado

Após quase 2 anos de paralisação e mais de 60 milhões de reais investidos em uma nova infraestrutura enquanto a fábrica estava parada, a Braskem vai reativar nos próximos dias, as suas operações na unidade de cloro e soda em Maceió (AL). A planta, que estava desativada desde 2019, vai funcionar com o sal importado do Chile.

A informação foi dada pelo vice-presidente industrial da companhia, Marcelo Cerqueira. A empresa deve divulgar um fato relevante para informar ao mercado a volta da operação assim que o negócio estiver totalmente acertado.

A extração de sal em território alagoano continua proibida, mas não existe nenhuma decisão na esfera política ou judicial que impeça as operações da fábrica e por isso tudo será retomado.

A paralisação preventiva de toda a atividade de extração de sal da companhia foi anunciada pela empresa em maio de 2019, após o evento geológico que afundou o solo de alguns bairros e causou tremores de terra.

Bairro Mutange – casas abandonadas

Com isso, foi interrompida também a produção na planta em Maceió, o que afetou parcialmente a operação da planta de PVC em Marechal Deodoro e as operações no Polo de Camaçari (BA).

A Braskem diz que fez um investimento de R$ 60 milhões para adaptar a planta ao recebimento da matéria-prima até que se ache alternativas para uma nova extração do sal-gema.

Por enquanto, a Braskem pesquisa outros pontos no estado para a exploração da matéria-prima. A empresa tem estudis avançados nas cidades de Paripueira e Barra de Santo Antônio – no litoral norte de Alagoas. Mas nenhum dado oficial sobre o que foi encontrado nessas regiões chegou a ser oficialmente apresentado. A empresa garante apenas que a extração não será feita mais em área urbana para evitar novos acidentes.

Em novembro de 2019, a Braskem apresentou à Agência Nacional de Mineração (ANM) e demais autoridades medidas para o encerramento definitivo da extração de sal e fechamento de seus poços em Maceió.

Segundo a Braskem, esta ação fez parte das iniciativas que vem sendo propostas nos contínuos diálogos da empresa junto ao órgão regulador.
Entre as ações, foi criada também uma área de resguardo em torno de 15 poços com a realocação de pessoas e desocupação de cerca de 500 imóveis adicionais, “além do monitoramento contínuo das áreas vizinhas”. Nos demais poços, a recomendação foi de que medidas complementares de monitoramento fossem adotadas, sem necessidade de realocação de moradores, de acordo com a Braskem.

“A Braskem disponibilizou os recursos necessários e todo o planejamento para a execução destas ações em conjunto com a Defesa Civil e demais autoridades. Todas as medidas e ações foram e são baseadas nos estudos que o Instituto de Geomecânica de Leipzig (IFG), da Alemanha, referência internacional em geomecânica de poços de sal, vem fazendo a partir dos dados dos sonares executados nos poços de extração de sal da Braskem”, diz a empresa.

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