Em assembleia, rodoviários da Veleiro aprovam indicativo de greve

Trabalhadores rodoviários da empresa Veleiro realizaram, nesta sexta-feira (29), mais uma assembleia da categoria. O ato foi realizado no pátio da empresa, e atrasou a saída dos coletivos para circulação na capital.


A pauta segue a mesma realizada nas outras empresas: greve geral da categoria, que deve ter seu início no próximo dia 8 de fevereiro.


Os rodoviários estão em negociação salarial e foram surpreendidos com o posicionamento das empresas após a medida da prefeitura em reduzir o preço das passagens em Maceió.


Com a redução, e sem definição de subsídio, as empresas alegam que não há condições qe garantir sequer o pagamento dos salários atuais, e demissões no setor não estariam descartadas.

Desde a última terça-feira, assembleias de trabalhadores estão sendo realizadas nos pátios das empresas. Em todas o indicativo de greve foi aprovado.


Na próxima terça-feira, 2, uma audiência vai ser realizada na sede do Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL), com a presença de representantes da Prefeitura de Maceió, do Ministério Público de Alagoas (MP/AL), do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).
A reunião vai avaliar o decreto do novo prefeito JHC, que reduziu o valor cobrado pelas passagens em Maceió. As empresas alegam que o valor, sem subsídios da prefeitura, torna o serviço inviável.

Na última segunda-feira, a Prefeitura de Maceió efetivou um decreto com a redução no valor da tarifa de ônibus, que foi barateada em 30 centavos, passando a custar R$ 3,35.  


O sindicato das empresas emitiu uma nota afirmando que “Em 2020 as empresas perderam em média mais de 50% dos passageiros.  Mas mesmo diante de tantos prejuízos, as empresas vêm fazendo esforços para honrar com todos os compromissos com os trabalhadores e está em dia com os pagamentos dos rodoviários, bem como benefícios como plano de saúde e ticket alimentação. Porém, a situação se agrava ainda mais com o fim do programa do Governo Federal que garantiu auxilio as empresas nos últimos meses”.

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